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Esta é uma pergunta cuja resposta se torna cada vez mais profética, quase uma adivinhação, um “chute”. Estamos preparando as crianças de hoje para ocuparem quais cargos profissionais no futuro? Estudarem em qual universidade? Em qual curso?

Essas respostas seriam tranquilamente respondidas antes da Revolução Digital, e mais tranquilamente ainda, antes da Revolução Industrial. Nós éramos aquilo que nossos pais eram: herdeiros (querendo ou não) de habilidades e de ofícios.

Na medida em que a sociedade se transforma, as profissões mudam para atender às novas demandas tecnológicas. Profissões são extintas e outras nascem.

Lembro que, quando meu filho mais velho nasceu com olhos azuis, as pessoas diziam: “oh, é filho do leiteiro”. E eu retrucava firmemente a esse comentário, que sugeria adultério de minha parte (de modo indelicado, machista, sexista, mas isso fica para um próximo texto): “de maneira alguma do leiteiro, ele foi extinto. (Chamei o “engraçadinho” de cafona e desinformado). É filho do instalador da televisão à cabo”.

A piada muda. A língua sofre alterações, palavras caem em desuso, outras surgem. E a escola?

Ah sim, esta instituição insiste em continuar ensinando conteúdos que estão em desuso. Apesar de todos os esforços para serem mais contemporâneas, temos visto que dinâmica das instituições de ensino não acompanha a dinâmica da vida, mesmo na tentativa mais ferrenha, parece mesmo estar, no mínimo, a um passo atrás.

Segundo estudo de 2017 do Fórum Econômico Mundial 65% das profissões do Geração Z (conhecidos como Nativos Digitais, ou seja, nascidos de 1990 a 2010) em ainda não existem.

Afinal, o que os futuros adultos devem saber? E o que os adultos de hoje devem transmitir para as crianças de modo que estejam abastecidos para esse imprevisível?

Penso que devemos ensinar que o aprendizado é continuado e não termina. Seja na escola, universidade ou de forma auto-didata. Que estejam de olhos e ouvidos atentos e abertos para captar e recriar o mundo. Que tenham inventividade, inteligência emocional e capacidade de trocar com o outro (vizinho de porta ou de outro continente) de ideias à sapatos.

 

Malka B. Toledano

Fonoaudiologa e Psicanalista

malka@projetonish.com.br

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