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Historicamente a infância não foi desde sempre tratada como é nos dias atuais.

Teve um tempo em que a sociedade entendia a criança como “ mini- adultos em desenvolvimento” tantos em seus aspectos físicos e como mentais, isso lá pela idade média.

As especialidades médicas inexistiam. A própria medicina tinha um jeito diferente de tratar, escutar e intervir junto ao seu paciente na ausência de tecnologia.

Raramente era possível medir (com parâmetro exatos) a quantidade de glicose no sangue, por exemplo. A precariedade tecnológica para identificação, mensuração e tratamento de um mal -estar se dava através da prática hermenêutica, ou seja, investigar através do discurso de quem sofre, qual o mal que o acomete.

Ainda bem, hoje temos uma série vasta de dispositivos de para diagnósticos males humanos. Porém, tivemos uma perda importante na prática clínica: a escuta a respeito do sofrimento, a supervalorização das imagens laboratoriais e subestimação narrativa do paciente.

Pensando na clínica na infância, perdemos alguns elementos centrais desta construção do diagnóstico: a condição de escuta da queixa da família e os cuidados com aqueles que cuidam da criança.

Sem dúvida alguma, os instrumentos para mensuração do funcionamento orgânico tornam mais preciso o diagnóstico, porém não podemos perder de vista que o diagnóstico e tratamento não são exclusivamente centrados no organismo da criança e, sim, em uma composição de diversos aspectos: organismo da criança, fatores ambientas e família/cuidadores.

Uma criança não é um organismo o solto no mundo. Ela faz parte de um “ecossistema” que a constitui.

 

Malka B. Toledano

Fonoaudiologa e Psicanalista

malka@projetonish.com.br

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